Pieces and holes
Ligeiramente confuso começo esse texto, o ar mais fresco da frente fria que acaba de entrar em Florianópolis anestesia o meu cérebro e acalma meu coração. Não que eu não goste do calor do verão nem que ame o inverno, eu gosto da mudança.
A mudança do tempo, da vida, do amor, do conhecimento e desconhecimento.
Quero cortar o cabelo para mudar.
Quero me tatuar para mudar.
Quero estudar para mudar. A estagnação me incomoda, seja estagnado como um milionário ou como um empregado comum, o importante é que eu me mantenha adaptando, seja ao tempo ou a situação.
A situação atual é de adaptação, a falta de alguém ou até o excesso de outros, buracos que gostaria de preencher, mas com a peça certa, da mesma maneira que a peça em formato de estrela não entra no buraco quadrado.
Nada me adianta forçar a peça errada no buraco, ou vou estragar o buraco e deixá-lo irreconhecível ou a peça em si não será mais ela. O importante é: eu aceitar que ela não deve entrar ali.
Aceitar é o mais difícil, estar tão bem com as coisas, parar de tentar impor as suas vontades ao mundo e deixar que elas aconteçam.
Termino dizendo, a insatisfação que sentimos normalmente nas nossas relações sejam amorosas ou de amizade está em tentar colocar a peça errada no buraco errado, por maior que seja a sua vontade de interpretar isso sexualmente.
