Pieces and holes

Ligeiramente confuso começo esse texto, o ar mais fresco da frente fria que acaba de entrar em Florianópolis anestesia o meu cérebro e acalma meu coração. Não que eu não goste do calor do verão nem que ame o inverno, eu gosto da mudança.

A mudança do tempo, da vida, do amor, do conhecimento e desconhecimento.

Quero cortar o cabelo para mudar.

Quero me tatuar para mudar.

Quero estudar para mudar. A estagnação me incomoda, seja estagnado como um milionário ou como um empregado comum, o importante é que eu me mantenha adaptando, seja ao tempo ou a situação.

A situação atual é de adaptação, a falta de alguém ou até o excesso de outros, buracos que gostaria de preencher, mas com a peça certa, da mesma maneira que a peça em formato de estrela não entra no buraco quadrado.

Nada me adianta forçar a peça errada no buraco, ou vou estragar o buraco e deixá-lo irreconhecível ou a peça em si não será mais ela. O importante é: eu aceitar que ela não deve entrar ali.

Aceitar é o mais difícil, estar tão bem com as coisas, parar de tentar impor as suas vontades ao mundo e deixar que elas aconteçam.

Termino dizendo, a insatisfação que sentimos normalmente nas nossas relações sejam amorosas ou de amizade está em tentar colocar a peça errada no buraco errado, por maior que seja a sua vontade de interpretar isso sexualmente.

~ por anotherheartattack em fevereiro 28, 2011.

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